30 de agosto de 2013

O Visconde que me Amava - Julia Qinn


Título original: The Viscount Who Loved Me
Autor: Julia Quinn
Lançamento: 2013
Editora: Arqueiro
Páginas: 304
A temporada de bailes e festas de 1814 acaba de começar em Londres. Como de costume, as mães ambiciosas já estão ávidas por encontrar um marido adequado para suas filhas. Ao que tudo indica, o solteiro mais cobiçado do ano será Anthony Bridgerton, um visconde charmoso, elegante e muito rico que, contrariando as probabilidades, resolve dar um basta na rotina de libertino e arranjar uma noiva.
Logo ele decide que Edwina Sheffield, a debutante mais linda da estação, é a candidata ideal. Mas, para levá-la ao altar, primeiro terá que convencer Kate, a irmã mais velha da jovem, de que merece se casar com ela.
Não será uma tarefa fácil, porque Kate não acredita que ex-libertinos possam se transformar em bons maridos e não deixará Edwina cair nas garras dele.
Enquanto faz de tudo para afastá-lo da irmã, Kate descobre que o visconde devasso é também um homem honesto e gentil. Ao mesmo tempo, Anthony começa a sonhar com ela, apesar de achá-la a criatura mais intrometida e irritante que já pisou nos salões de Londres. Aos poucos, os dois percebem que essa centelha de desejo pode ser mais do que uma simples atração.

Considerada a Jane Austen contemporânea, Julia Quinn mantém, neste segundo livro da série Os Bridgertons, o senso de humor e a capacidade de despertar emoções que lhe permitem construir personagens carismáticos e histórias inesquecíveis.
Em "O Visconde que me Amava" nós conhecemos a história de Anthony Bridgerton e Kate Sheffield. Anthony admirava e respeitava o seu pai, Edmund Bridgerton, para ele ninguém no mundo poderia ser tão perfeito quanto ele.  Quando seu pai vem a falecer, Anthony descobre que morrerá jovem. Sim, afinal seu pai que foi um homem sem igual, morreu com apenas 38 anos e Anthony simplesmente não podia imaginar-se superando o pai de forma alguma, muito menos em idade. Sendo assim, agora ao se aproximar dos 30 anos ele resolve que está na hora de casar-se e ter um herdeiro, afinal se ele estiver certo, terá apenas mais 7 ou 8 anos para realizar essa tarefa.

Tendo a ideia resolvida, Anthony resolve procurar uma noiva em potencial. Os únicos requisitos são que a mulher seja razoavelmente atraente, não seja burra e o mais importante, não poderia ser alguém por quem ele viesse a se apaixonar. Com isso em mente, ele decidi-se por Edwina Sheffield, o "diamante" da temporada londrina do ano de 1814. O único problema é que a moça em questão só se casará com alguém que a sua irmã mais velha, Kate, aprove.

Aos 20, quase 21 anos, Kate Sheffield está em sua primeira temporada. Com a família em dificuldades financeiras, eles somente puderam arcar com uma ida à Londres, e mesmo assim foi necessário economizar por 5 anos. Desse modo Kate e Edwina se viram forçadas a debutar na sociedade no mesmo ano. Kate nem mesmo queria participar da temporada, afinal diferente de Edwina que é bela e admirada por todos, ela não é bonita o suficiente para chamar a atenção da alta sociedade. Conformada com o destino de muito provavelmente jamais se casar, ela resolve ajudar a irmã a escolher um cavalheiro respeitável e, de preferencia, rico.

A tarefa de escolher um marido para irmã está indo muito bem, até que Kate se depara com ninguem mais que Anthony Bridgerton. Diferente dos outros predentes de Edwina, Anthony não se deixa intimidar por Kate e faz todo o possível para cair em suas boas graças. Não querendo dar o braço a torcer, ela encontra sempre um defeito no visconde, mas até mesmo ela tem que reconhecer que por baixo de um notório libertino, existe um cavalheiro muito amavel  e que provavelmente seria um bom marido, um bom marido para.. ela.

Não tenho palavras para dizer o quanto adorei esse livro, mais uma vez Julia Quinn me fez dar altas gargalhadas com as peripécias desse casal "relutante". Anthony já havia se tornado o meu irmão Bridgerton preferido em o Duque e Eu, e aqui como não poderia ser diferente, ele me conquistou novamente. O medo que ele tem de morrer tão jovem como o pai, a principio parece ser algo sem nexo, mas a forma como a autora conduz a história faz com que isso se torne algo não tão fora de proposito.

E que venha os próximos Bridgertons!

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