19 de novembro de 2013

Por Trás da Escuridão - Chirlei Wandekoken


Título: Por Trás da Escuridão
Autor: Chirlei Wandekoken
Edição: 1° Edição
Lançamento: 2013
Editora: Pedrazul
Páginas: 600
Uma história de tirar o fôlego, pela qual desfilam, pareados, o amor, a paixão, a ternura, o erotismo, o ódio, o perigo, o medo, a decepção, a morte, o desespero e a esperança. Personagens marcantes, situações inusitadas e um surpreendente final. Uma história comovente, de perdas e ganhos, derrotas e superação. Mergulhar nela, por trás da escuridão, mudará a sua forma de ver a vida e de encarar as ilusões tecidas em torno do maior desafio do ser humano: a eterna – e nem sempre frutífera – busca da felicidade.
Por Trás da Escuridão narra a história de Ana Solevade, uma jovem viúva mãe de dois adolescentes. Vivendo em São Paulo e tendo como carreira o ramo da publicidade, ela se vê sem chão quando perde o emprego. Sem ter como sustentar a si e aos filhos ela decide procurar emprego em qualquer ramo. Em uma de suas passadas no classificados de empregos, eis que um anúncio chama a sua atenção, trata-se de uma vaga para acompanhante de leitura de uma idosa em Minas Gerais. Intrigada e sem prespectiva de algo melhor, Ana liga para conferir a vaga e fica surpresa com a imponecia da voz de seu interlocutor, Rodrigo Montemezzo, filho da idosa.

Rodrigo avisa Ana que irá passar os seus dados para a mãe e que seria ela que iria aceitar ou recusar o seu interesse no emprego. Apostando todas as suas fichas em uma resposta positiva, ela resolve que não terá como levar seus filhos no meio do ano para outro estado e decide que os dois deverão ficar com os avós, pais de seus falecido esposo. Orgulhosa como era, não contou para os filhos o tipo de emprego que iria realizar, para eles ela iria trabalhar como publicitária para algum fazendeiro.

Após um dia de espera e angustia, eis que Ana ouve o telefone tocar, com os nervos a flor da pele ela ouve uma voz feminina e forte,  mostrando que a pessoa do outro lado da linha era acostumada a ser obedecida sem questionamentos. A sua interlocutora era Maria Helena Montemezzo, a futura empregadora de Ana.

Recebendo a confirmação de que a vaga era sua, em poucos dias Ana chega ao Recanto dos Barões, cidade onde está situada a fazenda Montemezzo. Ela fica deslumbrada com a beleza do lugar, era como se ela estive entrado em uma máquina do tempo e desembarcasse na era do Brasil Imperial. Os casarões da cidade traziam muito dos seus antigos donos, os Barões do Café. Nada do que ela já havia visto a preparou para a visõe do casa da fazenda Montemezzo, enorme e com janelas por todos os lados a casa era simplesmente fabulosa e gigantesca.

Como D. Maria Helena estava dormindo, Ana foi apresentada somente aos empregados, Antonia, Linda e Ceiça, e a Rodrigo Montemezzo. A primeira impressão que teve ao falar com ele por telefone se confirmou, Rodrigo era um homem imponente, bonito mas não lindo, bem apessoado e com um olhar triste. 

Quando Ana conheceu do D. Maria Helena, ficou espantada de como aquela senhora que estava sentada em uma cadeira de rodas poderia parecer tão severa. As linhas de expressão de seu rosto falavam que ela era uma mulher amarga e triste. Fato que se comprovou assim que ela começou a falar, a sua amargura jorrava a cada palavra dita.

Com o passar dos dias a distância entre patroa e empregada só aumentava, mas em compensação Rodrigo se aproximava cada vez mais. Mesmo não querendo ter algum envolvimento romantico com o patrão Ana se viu sendo cortejada abertamente por Rodrigo. Ele a fazia se sentir especial, mesmo sabendo que seu amor não era correspondido se derramava em atenções para com Ana.

Mas mal sabia ele que o coração de Ana iria ser tomado irrevolgavelmente pelo médico e amigo da familia Montemezzo. Eduardo Olegário Mariano era lindo, com um sorriso zombeteiro sempre no rosto e cativou Ana desde a primeira vez que se virão. A atração era mútua, mas Eduardo não era livre. Casado a dois anos com Mona, uma mulher dezessete anos mais velha e no conceito de Ana, muito feia para um homem tão lindo, eles formavam um casal estranho, feliz mas não apaixonados. O enigma daquela relação intrigava Ana.

Indecisa, sem saber o que fazer de seu futuro, um acontecimento lhe tira das mãos a decisão de seu destino. Seu irmão a muito desaparecido, está preso na Bahia e precisa de dinheiro para um advogado, sem ter a quem recorrer, Ana pede a Rodrigo a enorme quantia para livrar seu irmão da cadeia. Aproveitando o momento tragíco em sua vida, Rodrigo pede Ana em casamento e jura que mesmo ela não o amando essa é a decisão acertada. Ana então salva o seu irmão, e o preço é a sua liberdade. 

Noiva de Rodrigo, amando Eduardo. É aqui que a história de Ana Solevade realmente começa.

Uma história emocionante, com personagens humanos que procuram acima de tudo, a felicidade. Com uma narrativa que prende o leitor do começo ao fim Chirlei Wandekoken, nos leva para o interior de Minas e nos faz "visitar" cada casarão que por lá existe. A história não é um romance meloso onde a heroína recebe o seu amor de mãos beijadas. 

Ana é uma mulher que aparentemente se mostra forte e decidadida mas que com o passar dos capítulos percebemos que isso é apenas fachada, em seu interior ela é uma mulher que busca constantemente a aprovação dos outros. Uma pessoa fraca que não luta por aquilo que realmente deseja, prefere seguir junto com a maré do que nadar contra. Já Rodrigo, é um homem forte que impõem a sua vontade, diferente de Eduardo que prefere fugir a enfrentar as consequências de seus atos. Para quem não leu ou não conhece, fica a dica.


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