22 de janeiro de 2015

Ligeiramente Casados - Mary Balogh


Título original: Slightly Married
Autor: Mary Balogh
Edição: 01
Ano: 2014
Editora: Arqueiro
Páginas: 288
Adicione: Skoob
À beira da morte, o capitão Percival Morris fez um último pedido a seu oficial superior: que ele levasse a notícia de seu falecimento a sua irmã e que a protegesse Custe o que custar!. Quando o honrado coronel lorde Aidan Bedwyn chega ao Solar Ringwood para cumprir sua promessa, encontra uma propriedade próspera, administrada por Eve, uma jovem generosa e independente que não quer a proteção de homem nenhum. Porém Aidan descobre que, por causa da morte prematura do irmão, Eve perderá sua fortuna e será despejada, junto com todas as pessoas que dependem dela... a menos que cumpra uma condição deixada no testamento do pai: casar-se antes do primeiro aniversário da morte dele o que acontecerá em quatro dias. Fiel à sua promessa, o lorde propõe um casamento de conveniência para que a jovem mantenha sua herança. Após a cerimônia, ela poderá voltar para sua vida no campo e ele, para sua carreira militar. Só que o duque de Bewcastle, irmão mais velho do coronel, descobre que Aidan se casou e exige que a nova Bedwyn seja devidamente apresentada à rainha. Então os poucos dias em que ficariam juntos se transformam em semanas, até que eles começam a imaginar como seria não estarem apenas ligeiramente casados... Neste primeiro livro da série Os Bedwyns, Mary Balogh nos apresenta à família que conhece o luxo e o poder tão bem quanto a paixão e a ousadia. São três irmãos e três irmãs que, em busca do amor, beiram o escândalo e seduzem a cada página.

Uma coisa que você pode dizer sobre a escrita de Mary Balogh: é como se você estivesse vendo um filme. Eu certamente consegui imaginar a cidade, os costumes e vestimentas do ano de 1800, sem problema. Foi como se um filme estivesse rodando em minha cabeça, um filme daqueles bem antigos, mas em HD. Mary Balogh escreve com mais emoção, não temos muito humor ou até mesmo cenas mais picantes, como estamos acostumados a ver em outros históricos. Como a escrita dela é mais centrada na emoção, acredito que isso faz com que tenhamos um ponto de vista mais consistente em relação aos personagens.

Ainda não tinha lido nada da autora, então quando vi que a editora Arqueiro iria lançar Ligeiramente Casados, fiquei muito curiosa para ler.  Para quem não sabe este livro faz parte da série Os Bedwyns, série essa que evolui envolta da família aristocrática cujo nome leva a série. Os Bedwyns são compostos de seis filhos. quatro homens e duas mulheres.  Cada livros da série irá contar a história de amor de cada um dos irmãos.

Em Ligeiramente Casados somos apresentados a Aidan, o segundo filho, e Eve, filha de um mineiro de carvão que sonhava em chegar o mais próximo da nobreza quanto possível. Infelizmente, apesar de seu pai ter alcançado antes de morrer o status respeitável de fazendeiro, eles continuaram muito longe da nobreza, e o tão sonhado pedido de casamento aristocrático que seu pai sonhava nunca veio.

Quando o seu irmão, Percy Morris, morre em batalha, Aidan surge na vida de Eve. Acontece que em seu último suspiro, Percy faz com que Aiden prometa cuidar de sua irmã não importando como. Tendo Percy salvado a vida de Aidan no passado, fica impossível para ele fugir da responsabilidade de cuidar de Eve. Sendo assim ele saí em busca dela para avisa-la da morte de seu irmão e, claro, ver se não existe nada que ele possa fazer por ela. Aiden encontra Eve na beira da miséria e então entende o pedido de Percy. Acontece que no testamento de seu pai os bens dos Morris passariam para Eve, afinal o velho tinha um grande rancor de Percival desde que este foi lutar pela Coroa Britânica, mas ela deveria estar casada dentro do prazo de um ano após a sua morte, caso contrário seus bens passariam para Percy. Até aí nenhum problema, Eve sempre se deu muito bem com seu irmão e nunca imaginou que este, mesmo estando na guerra, pudesse morrer. Agora estando solteira e com seu irmão morto, seus bens irão para as mãos de seu inescrupuloso primo.  Eve fica desesperada, afinal ela não tem só ela para levar em consideração, em sua casa estão abrigadas diversas pessoas que não se encaixam na sociedade mas, que para ela, são a sua família. Com essa situação, Aidan se vê na obrigação de pedir a mão de Eve em casamento, afinal o "custe o que custar!" ainda está martelando em sua cabeça.

A autora lança o herói e a heroína em uma série de desdobramentos que permitem que cada um deles possa conhecer melhor o outro, mas mesmo assim eles ainda permanecem fixos na ideia de que o casamento deve ser apenas de conveniência, assim cada um pode fazer o que lhe prouver sem dar satisfação ao outro. A história está recheada de dores de amor, como a paixão que surge entre eles aos poucos, mas que nenhum dos dois decide dar o braço a torcer. Balogh descreve uma das cenas mais românticas que já vi, quando os dois enfim decidem se entregar a esse amor. Os diálogos e ações deste encontro são verdadeiramente cativantes.

Mesmo que esse não seja um romance histórico como os de Julia Quinn, onde o humor está presente em todas as páginas, eu consegui me apaixonar mesmo assim. Sei que os personagens pareceram um tanto distantes e até mesmo frios. Aiden é um homem completamente fechado e isso faz com que seja difícil uma maior conexão com o personagem. Mas a forma de escrita de Mary Balogh encanta tanto que isso acaba tornando-se algo mínimo perante a sua bela forma de retratar o século XIX.

Para aqueles que são apaixonados por romances, esse é uma ótima pedida. 


Cotação:


8 comentários:

  1. Eu já li esse livro, achei uma graça!
    Foi o primeiro de época que eu li e no começo achei um pouco difícil de acompanhar o ritmo, mas depois a narrativa simplesmente fluiu e eu nem vi quando tinha chegado ao fim.
    Gosto da Eve, ela é uma protagonista forte e decidida. E eu gostei muito do Aidan, mesmo com o jeitão fechado dele. Acho que personagens peculiares me cativam, rs <3
    beijão, flor.

    www.missthay.com

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  2. Eu gostei muito da ideia do livro e dos personagens, mas a narração da Mary acabou não me conquistando muito. Apesar do sociedade londrina ter sido bem representada, em alguns trechos o relacionamento dos personagens escorregou do emocionante para o cafona com uma enorme facilidade.

    The Fat Unicorn

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  3. Gostei e não gostei desse livro. O enredo é interessante, e eu sempre tive uma paixão pelos romances de época, mas a verdade é que os personagens desse livro não me convenceram tanto quanto eu gostaria. Mesmo na metade do livro, eu não conseguia ver que eles estavam apaixonados.

    http://laoliphant.com.br/

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  4. Ooii,
    A história parece ser bem legal e convidativa, nunca li nenhum romance da época mas eu quero fazer isso em breve. Infelizmente esse livro não me convenceu tanto, não sei porque mas estou um pouco receosa... Masss, vamos tentar, né? hahaha
    Beijos!

    http://our-constellations.blogspot.com.br/.

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  5. Oi!
    Esse livro já está entre os meus desejados.
    Depois que me encantei pelos romances de época da arqueiro só vejo ótimos lançamentos.
    A capa é linda, e foi o que mais me deixou com vontade de ler a obra. E, agora sabendo que o romance é muito bem desenvolvido, a vontade só aumenta.
    Beijos

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    Construindo Estante || Facebook

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  6. Oii tudo bom?
    Não sou fã de romances, então não me interessei por esse.
    Mas gostei muito da sua resenha e dos comentários que fez em relação ao livro. Gosto muito quando a escrita do autor permite que você se imagine no ambiente, em meio à todas as particularidades da época.
    Um abraço
    Oficina do Leitor / Facebook

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  7. Parabéns, seu blog é muito bom!
    Já estou seguindo!!!
    Abraços!

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    1. Descule-me esqueci do blog rsrsrs
      http://umalbumpanoramico.blogspot.com.br/

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